segunda-feira, 22 de julho de 2013

Uma CTR com jeito de CCP
Redação julho 19, 2013 1 Comentário »FONTE: JORNAL ATUAL – ITAGUAÍ - RJ
MEIO AMBIENTE
Empreendimento em Santa Rosa anunciado como incorporador de tecnologia de ponta não cansa de incomodar aos moradores da região, convertendo-se em Central de Criação de Problemas (CCP)

 RENATO REIS
renato.reis@jornalatual.com.b                                                                                                                         FRANCISCO LEÃO                                                                                                                                     francisco.leao@jornalatual.com.br

 De nada adiantaram os alertas de pesquisadores e cientistas de renomadas instituições como a Embrapa Agrobiologia e da Universidade Federal Rural do Rio Janeiro, que foram insuficientes para fazer frente aos interesses estratégicos da cidade do Rio de Janeiro de se livrar a toque de caixa de seus lixões. Principal patrocinadora da Central de Tratamento de Resíduos (CTR-Santa Rosa), com o apoio do secretário de Estado do Ambiente, Carlos Minc, a Prefeitura do Rio se encheu de argumentos para garantir à opinião pública a qualidade da tecnologia a ser empregada no empreendimento em Seropédica. Passados alguns meses de sua implantação, o funcionamento da CTR se tornou motivos de constantes dores de cabeça para os moradores da região. Em visita ao local, o ATUAL conversou com moradores que enumeraram os principais transtornos causados. 
SECRETÁRIO ADEMAR Quintela verifica as
 condições de muitos caminhões que seguem
 em direção à CTR (FOTO CARLOS ROBERTO)

O morador Jackson Ferreira, classificou o vai e vem dos caminhões da Comlurb como um problema crônico e que tem tirado o sossego da população 24h.  “Nós não temos mais sossegos, muitos menos de madrugada. Precisam acaba com isso, porque os moradores já não aguentam mais”, lamenta.
No período de clima seco, a moradora Sueli Simões argumenta que o tráfego intenso de caminhões, deixa para trás um rastro de poeira que invade as casas. “Além disso, os motoristas fazem da frente das nossas casas como estacionamento. Tá uma situação lastimável. Tudo piorou! É muito mosquito. Tá horrível, não tem como continuar assim”, esbravejou Sueli e completa: “Os caminhões passam e balançam as paredes das casas”.
Jackson Ferreira: Nós não temos mais
 sossegos (FOTO FLÁVIO BARBOSA)
A moradora Patrícia Alves também não poupou nas críticas. “Minha filha estuda na 800 e eles (os motoristas) não respeitam. Se a gente não desviar eles passam por cima, não querem nem saber. Antigamente não tinha isso”, indigna-se. “O bairro de Piranema agora é só poeira e mau cheiro. O estado de conservação da estrada está caótico. Quando saímos de casa atolamos o pé na lama. Além de passarem pela via principal, os motoristas também estão passando ruas alternativas”, denuncia a moradora Clarisse da Silva. 
Sueli Simões: Tá uma situação
lastimável (FOTO FLÁVIO BARBOSA)
“Depois que começou a passagem desses caminhões perdemos completamente a tranquilidade. As criançasnão podem ir para a escola sozinha porque correm o risco de serem atropeladas”, ressalta Sandra de Sousa. “Nota zero para esses motoristas. Não respeitam o morador. Para agravar ainda mais nossa situação o vai e vem desses veículos pesados está danificando a estrutura de muitas casas.
Patrícia Alves: Antigamente não tinha isso
 (FOTO FLÁVIO BARBOSA)
  
Inclusive tem gente que já planeja ir embora para por um fim nessa dor de cabeça”, revela Fátima da Silva.
A moradora Joana Aires de Sousa foi enfática na declaração. “Estamos cansados desses transtornos. Isso é uma palhaçada.”





Clarisse da Silva: O bairro de Piranema agora é
só poeira e mau cheiro (FOTO FLÁVIO BARBOSA)


  Sandra de Sousa: As crianças não podem ir para a
 escola sozinha (FOTO FLÁVIO BARBOSA)

Fátima da Silva: Nota zero para esses motoristas
 (FOTO FLÁVIO BARBOSA)

Joana Aires de Sousa: Isso é uma palhaçada
 (FOTO FLÁVIO BARBOSA)












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