Pastor diz que viveu em 'estado de
homossexualidade' por 20 anos. Projeto 'Cura Gay', segundo pastor, defende a
integridade da família. Realizada um dia depois do Orgulho Mundial LGBT, uma
das bandeiras de reivindicação de quem foi às ruas de Cuiabá na edição 2013 da Marcha
para Jesus foi a aprovação do projeto ‘Cura Gay’. Considerado
um dos principais ativistas da causa em Mato Grosso, o ex-travesti e,
atualmente, pastor evangélico, Joide Miranda, disse à reportagem que se curou
do que ele chama de ‘estado de homossexualidade’. “Hoje restaurado pelo poder
do evangelho eu posso afirmar que ninguém nasce homossexual. A homossexualidade
é uma conduta aprendida e ela pode ser desaprendida”, afirmou.
Miranda
viveu como travesti por 20 anos. Na época, desembarcou em países da Europa como
França e Itália, onde se prostituía. Duas décadas depois, o pastor diz que vive
outra vida, que foi transformada pelas palavras da bíblia. “Hoje sou pastor,
ministrante e pregador. Sou casado há 15 anos com a missionária Edna
Miranda e sou pai de um filho. O meu testemunho serve para edificar muitas
vidas”, destacou.
“Eu tenho levado essa mensagem para os jovens que
não estão satisfeitos com a homossexualidade que Jesus pode transformar,
libertar e restaurar 100% a identidade sexual de um homem”, complementou. Em
relação ao projeto polêmico que visa derrubar a determinação do Conselho
Federal de Psicologia (CFP) contra tratamentos pela cura da homossexualidade, o
da ‘cura gay’, o ex-travesti declarou ser favorável à proposta.
“O
pastor Marco Feliciano luta
em prol da família. A família que é o projeto de Deus e é ela que nasceu no
coração de Deus. Eu pensava que tinha nascido homossexual, mas refletindo na
bíblia eu entendi que não nasci assim. Deus pode me restaurar e hoje eu luto em
prol da família”, revelou.
Aprovado na Comissão de Direitos Humanos da Câmara,
o projeto 'cura gay' ainda necessita tramitar por outras comissões e passar
pelo plenário do Congresso para entrar em vigor no país. Enquanto isso,
Miranda, que fundou a Associação Brasileira de ex-Lésbicas, Gays, Bissexuais,
Travestis e Transexuais (ABexLGBTTs), diz que tem visto ex-gays 'libertos' da
homossexualidade por conta do trabalho desenvolvido por ele na associação.
A
multidão que tomou as ruas e avenidas de Cuiabá expressou muita fé, devoção e
louvor. A capital sediou mais uma edição da Marcha
para Jesus que, segundo os organizadores, reuniu até 10 mil
participantes. Realizada há mais de 20 anos na capital, os fiéis
concentraram-se, primeiramente, na Avenida Mato Grosso, no bairro Araés. O
percurso de dois quilômetros terminou na Praça das Bandeiras, localizada no
Centro Político Administrativo. A marcha contou com a participação de 150
denominações evangélicas. A programação do evento ainda prevê shows com 12
bandas gospel. De acordo com o presidente do Conselho de Ministros Evangélicos
de Mato Grosso, o bispo Aroldo Telles, o evento mostra que ‘a igreja também se
importa com a sociedade’.

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